Chora

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Chora a mesma dor que chorei,
Engasga a amargura que engasguei.
Estraga-prazeres és tu,
Acabaste com todo meu riso azul
Queira o que não podes ter
Veja o que não podes ver
Fica a alimentar ilusões
E em meio a tanto perdido,
Tenha em mente furacões
Perde o tempo,
Joga-te no vento,
Pensa em nada,
Espera a próxima alvorada
Para as pálpebras descansar
Perde neurônios,
Perde os sonhos
E a euforia do acordar
Perde o amor que prezas a ti,
Chora,sofre,vai,sem vir.
O que o vento me roubou,
Há de um dia me trazer
E chegado tal momento,
Vou-te dizer adeus,
Em ti não mais guardo suspiros meus
Pisaste meu orgulho,
Fica,só com o barulho
Do teu palpitar ofegante,
Que tua insensatez gigante
Insiste em exaltar
Fica só,agora,
Que vou,em boa hora,
Chora.

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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