Volúvel

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Piscinas cristalinas ou nem tanto
Cobrem tuas íris em pranto, 
E guardam mistérios em cada canto 

Não tens mais olhar, 
Mal consigo descrever
O que sucede em teu luar,
Olho tanto que não posso ver

Olhar volúvel como um cata-vento
É o teu,  de nuances, sem alento
Mórbido, doce, transcende o tempo
Samba cirandas e foge lento 

Não hei de descrever-te os olhos, 
Vez que o tempo já se foi 
Tuas chaves já são molhos, 
Teus mistérios já são dois

Rios claros ou marés 
Fogem de ti, cobrem os pés 
Tiram toda e qualquer dor
Espero-te ,talvez, quando o sol se pôr.  





Natália Monte

Developer

A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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