Lua bela

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Resolvi me dar por gato,
Paquerando a lua, ingrato
Matutando sua beleza
Singular como um hiato

Lua morena de sol
Serena, simples, obscura
Prende a todos como anzol,
Inspira a alma sua candura

Sapos lhe coaxam, boêmios
Majestade e deleite são os prêmios
Dos que se deixam admirar
Pela perfeição que guarda o luar

Lua dos apaixonados,
Loucos, livres, infames
Que a veneram enfeitiçados
Até que a morte os chame

Lua dos poetas da boemia
Que choram-lhe as dores do dia,
O verso perdido, a mente vazia
A garrafa quebrada que reluzia

Lua de prantos secretos
Guarda sonhos incertos
Esperançosos por voltar
Apenas lua bela,
Dona de seu próprio luar.









Natália Monte

Developer

A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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