O percevejo

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Eu dei um beijo no percevejo, 
Ele olhou pra mim 
E perguntou, em tom de almejo: 
"Por que te quero assim?" 

Olhei pro céu, em desespero, 
Que há de ser, enfim, 
De tanto sonho, de tanto zelo, 
Que são parte de mim? 

Menino Percevejo, teus olhos me dão medo
Menino Percevejo, teus olhos me dão medo

Passadas horas, passado tempo
Dei-me, então , por mim, 
Lembrei teu rosto e teu cabelo,
Teu riso de marfim

Tu falas solto e sem alento, 
Fazes com a voz festim,
Assim, és flecha em meu castelo,
Tu és o meu motim

Menino Percevejo, teus olhos me dão medo
Menino Percevejo, teus olhos me dão medo. 

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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