Ser atriz

by 20:29 1 comentários
         Não sei se sou tola. Tenho sonhos, muitos, sinceramente falando. Desde que me entendo por gente (e faz bastante tempo, embora eu seja jovem, até demais), não me sai do coração o desejo de ser atriz. Muitos dizem ser loucura, que estou desperdiçando um futuro brilhante no mundo acadêmico. Engano deles, quem disse que artista não estuda?
    Falam isso porque não têm a visão de mundo que tenho (eu e a maioria dos abençoados pelo dom da sensibilidade), não enxergam que a vida tem cores, e não se resume ao monocromático. Certa vez, ouvi de um professor uma história interessante: ele contou que dava aulas a uma garota cega, e , a mesma disse que "via o mundo colorido". Pois bem, mesmo com as limitações, ela consegue compreender a razão pela qual os homens existem, e muitos outros, de perfeita visão, são "cegos" em relação a isso.
    Não, não sou tola. Tolo é quem não conhece o prazer de construir um personagem, transparecer as emoções dele e, até mesmo, viver sua vida. Tolo é quem pensa que estamos bitolados a uma realidade fosca, sem magia. Quem disse que magia não existe? Mágica acontece sempre que um ator emociona, traz brilho no olhar e as lágrimas descem. Mágica acontece quando somos teletransportados para os enredos nos quais eles trabalham.
    Sempre fui de reparar nos olhos das pessoas, pois, palavras podem até mentir, mas uma pupila dilatada, não. Sempre vi nas "janelas da alma" uma condição de subjetividade que não consigo explicar. E é em função delas que quero trabalhar: se o que chega nessas janelas vai até a alma, por que não até o coração? 
     Não, não sou tola. Ninguém um dia conseguiu me tirar da frente da televisão enquanto passava um bom filme. Gosto de ir ao cinema sozinha, pois julgo que as produções têm sempre algo positivo a ensinar e, a cada cena, reflito os diálogos e procuro ler nas entrelinhas. Cinema é lugar de reflexão, e é para lá que devo (e quero) ir.

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

Um comentário:

  1. Então vá. Os nossos sonhos não devem ser desperdiçados e abençoados aqueles que pensam como nós. Estive pensando hoje que os seres humanos são iguais, mas os que procuram se destacar, que encontram algo que amam são aqueles que conseguem enxergar no outro o que um ser humano comum não consegue. Eu amo escrever, pretendo ser uma ótima jornalista, pretendo lançar meu livro e sim, ficarei feliz se tudo acabar dando certo. E você será uma ótima atriz, da mesma maneira que seria uma ótima médica. Tudo depende da maneira como olhamos e trabalhamos para que isso aconteça. Se te faz bem, faz.

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