Gente grande

by 20:26 1 comentários
      Crescer é doloroso. E interessante, também. Cheguei a tais conclusões sentindo o processo na pele. Estou crescendo, e dói. Dói porque estou saindo de uma realidade confortante, e indo para outra , fria, mas verdadeira. Estou no limiar da idade, entre a adolescência e o mundo adulto. A sensação que tenho é a de estar começando a viver, efetivamente, agora: é como se antes eu mantivesse os olhos fechados, e , enfim, estou-lhes abrindo. Estranho, isso.
       Não sei se ser adulto significa, necessariamente , ser vulnerável, mas parece que sim, pois quando se é criança, os pais educam e protegem. O mundo das "gentes grandes" exige maturidade e responsabilidade. Com meus olhos recém abertos, vou observando e anotando certas conclusões. Crescer é interessante por isso! Ao passo que observo, começo a matutar e creio que, assim, vou consolidando meus valores.
       O mundo se torna bastante curioso quando paro a fim de estudá-lo. Não no sentido metódico da palavra, mas sim, com um olhar sensível e sincero em relação a ele. Tem gente que perde o amor à vida conforme as decepções chegam. Insensatos. Toda experiência, quer seja dolorosa ou não, enriquece, ensina. Essa é a graça da vida: nunca se para de aprender! Isso, para mim, é mágico. 
        O tempo vai passando e vou percebendo que as pessoas não sabem nada sobre mim: é fácil atribuir um estereótipo, apontar e rotular. Vou observando, vou anotando. Tenho plena convicção e humildade ao dizer que não sei muito da vida (meus 17 anos confirmam a máxima) , porém, vou vivendo e gosto da experiência. Viver é como escrever um livro : cada dia, uma página, um capítulo. 
        

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

Um comentário:

  1. Fico impressionada com as mudanças que temos na vida. Fico observando quem eu era antes e quem sou hoje em dia. Observo as pessoas e percebo que muitas não sabem o que é viver, não conseguem entender o que é realmente a vida. Acho que tudo depende do modo que você enxerga. É saber sempre procurar o lado bom e sendo assim, viver melhor.

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