Dom Quixote

by 03:09 2 comentários
     Deem-me o rótulo de ingênua, eu deixo. Digam que é estupidez, infantilidade ou coisas afins, mas, acredito no amor. Mesmo com várias histórias de finais não tão felizes, continuo com a plena convicção de que nascemos para amar. Meu raciocínio é o seguinte: se eu existo, nem que por pouco tempo, devo ser feliz, e fazer com que todos ao meu redor sintam a alegria que vive em mim. Afinal de contas, penso que o que me difere da matéria bruta é a minha capacidade de amar.
     E o que seria a felicidade, se não a base do amor? Não digo, entretanto, que amar é fácil, um mar de rosas. Pelo contrário, nutrir tal sentimento exige uma série de escolhas difíceis. Mas, ah! Quem se importa? Desde que o desejo pela felicidade seja maior que tudo, amar vale a pena (e como vale!) . 
     Sempre fui a típica garotinha romântica, que brincava de bonecas, amava a ideia de príncipes e princesas existirem, e pensava que tudo era cor de rosa. Cresci, não mais brinco de bonecas, nem vejo tudo em tons róseos. Continuo, no entanto, acreditando em príncipes e princesas.
     Creio que existe alguém perfeito para todo mundo. Não me julguem erroneamente, deixem-me explicar: nós, seres humanos, somos imperfeitos, é verdade, porém, penso que com o amor, toda imperfeição torna-se perfeita, no conjunto. Talvez, eu seja meio Dom Quixote, não sei ao certo. Talvez, muitos hão de rir ao ler meu texto. Talvez, nasci na época errada. 
     Tive a sorte (ou a sina) de nascer poeta, e ver sempre o lado bom da vida e das pessoas. Queria, através de meu depoimento, sensibilizar, e mostrar que amar de verdade não saiu de moda (nem sequer é moda, e sim, uma condição intrínseca ao homem). Meu medo maior é viver em uma sociedade na qual os valores sejam esquecidos. Reflitam, não adianta correr. Sejam humanos: aprendam a amar.

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

2 comentários:

  1. Muito lindo, Nati! Me lembra um pouco a nossa conversa de quinta.. Amar é um dom e uma benção!

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  2. 'Cause love's such an old fashioned word... (8)

    O texto me levantou uma dúvida: o pensamento e a história são realmente seus, ou da personagem?

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