O tal do bem-amar

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      Sabe o que é triste? Acordar e perceber que você vem assumindo um papel secundário na sua própria história de amor. Injusto, afinal, o livro é seu , a vida é sua. Os triângulos amorosos estão sempre se renovando ( já dizia Drummond ), e às vezes nos tornamos parte deles sem nem darmos conta do que se passa . E a partir dessa condição, n situações desgastantes vêm à tona, trazendo mal-estar e inconveniências. Complicado mesmo.
Por mais que nos sintamos presas a esse quadro tão complexo, e muitas vezes não consigamos nos enxergar fora dele, existe , sim , uma saída. Tem muito Dom Juan por aí, e é necessário muito cuidado para não deixar-se seduzir pelas falsas impressões. O que acontece é que nós, mulheres, temos uma tendência muito grande a idealizar coisas e pessoas  (principalmente). O amor não é exceção. Colocamos na cabeça que Fulaninho é perfeito, ou que Cicrano é um cavalheiro. Por mais que seja confortante imaginar que alguém seja assim , ninguém o é (muito embora cordialidade nunca seja demais) .Todos os seres humanos têm defeitos, é parte intrínseca de sua natureza.
         Se Beltrano é um idiota, a culpa não é dele, mas minha, por ter esperado tanto de alguém, antes mesmo de  conhecê-lo bem. Quero dizer, o conceito de conhecer é relativo, não conhecemos nem a nós mesmos! Então, dá para concluir que idealizar demais não é sensato. Paremos com isso, evitemos frustrações. 
         Precisamos, também, entender que somos as protagonistas de nossa própria história. Se João ama Teresa, por que eu, Natália, vou querer ser amada por ele, se é óbvio que não sou correspondida? Por que, ao invés disso, Natália não pode amar Carlos e ser feliz? É bem mais lógico, poupa tempo, evita rugas e dissabores. O ponto principal é não pensar que não existe alguém melhor, que você é inferior àquela pessoa e não a merece. Mentira, engano, lorota. Ninguém é melhor do que ninguém, nunca pensem o contrário. Somos maravilhosas pelo que somos, e quem quiser nos rebaixar, não merece seriedade, nem atenção. Somos belas pelo que somos, somos fortes, somos felizes, porque acima de tudo, sabemos nos amar. 

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

2 comentários:

  1. Belo texto, Natália! O grande problema é que nós, mulheres, idealizamos a pessoa perfeita e gostamos mais daquilo que criamos do que a própria realidade. :*

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  2. Exatamente, Raíssa! Mas, um dia, a gente aprende! Beijo grande! :*

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