Belo ou não? Eis a questão!

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     Por que é preciso ser magro, alto e loiro para ser bonito? Por que é tão fácil apontar o erro dos outros? Pensando mais a fundo, o que é beleza, e o que é certo? Venho me fazendo tais perguntas já há algum tempo, e cheguei à seguinte conclusão: o homem não vive, compara. Isso mesmo. Basta apenas um pouco de criticidade para perceber que tais conceitos são estritamente subjetivos e não possuem um valor semântico concreto. Na Idade Média, por exemplo, o padrão de beleza era ser gordo, pois a fartura de alimentos simbolizava riqueza. Ainda nessa época, rir era uma prática dita por "errada" , considerada demoníaca.
     Filósofos, sociólogos e pensadores já comentaram inúmeras vezes sobre esta necessidade gritante de criar padrões, mas quero incluir meu nome na lista e opinar, também. Uma parcela considerável da juventude sofre com distúrbios alimentares, por acreditar não se enquadrar no que é definido por belo. Isso sem falar na baixa auto-estima e insegurança de outras milhares de pessoas ao redor do mundo. A causa principal desses problemas todos é a mídia, a "mãe" dos esteriótipos, pois ela os cria, defende e protege. Segundo a "dita cuja" , beleza é vestir 38, ter cabelos lisos e usar as roupas da moda (da estação atual, vale ressaltar, hein!) , ter um carro velho é cafona, sapato importado é melhor do que o nacional , e o que não é gourmet não presta.
      Bobagem! E se eu dissesse que quero quebrar esses padrões todos (não no sentido literal, a minha opinião não é tão influente assim) ? Não tenho 1,70 metro, e a cor dos meus olhos não é azul, mas sou feliz assim. E sabe o que é beleza  , a meu ver? Felicidade! Vai dizer que um sorriso bem grande no rosto não é deslumbrante? Apesar das situações complicadas e dos dissabores cotidianos, sou feliz, porque consigo driblá-los, e ainda saio dando risada. Se rio, sou linda! O que quero dizer é que ninguém é obrigado a seguir os padrões sem graça estabelecidos por um qualquer, e é possível se amar do jeito que se é! Para que mudar? Sejam belos pela felicidade que carregam dentro de si. E se não concordarem comigo, respondam: o que é beleza para vocês? 

Natália Monte

Developer

A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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