Maceió

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As ruas de Maceió tinham um cheiro de nostalgia que eu nunca me imaginei capaz de sentir. Guardavam minha adolescência, minhas dúvidas,  minhas experiências. Mantinham sob seu asfalto a lembrança das minhas primeiras paixões, bem como o amargo das frustrações no âmbito amoroso. Nos postes, tinha os meus conflitos: comigo, com os colegas, com meus tios e meus avós. Isso nos que tinham luz. Nos que as luzes já se davam por apagadas, ficava gravada a saudade dos meus pais, e o sombrio da solidão, que me era velha conhecida. Na praia, meus sonhos. Na praia, meus lampejos de criatividade e otimismo. No mar, o desejo de ser atriz, ou super heroína, e fazer mil coisas ao mesmo tempo. Bobagem? Sim, hoje. Mas, ontem, foi um estágio importante. Os anos passaram, e Maceió continua reproduzindo as mesmas cenas de minha juventude. Não sei se eu me escrevi nas ruas da cidade, ou se Maceió se escreveu em mim...mas, não importa. O fato é que as ruas de Maceió têm cheiro de nostalgia...um cheiro que eu jamais imaginei poder sentir.

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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