Puta-ria

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Puta, puta, puta,
Ninguém te escuta, escuta, escuta.
Só há o que disfruta, disfruta, disfruta
De tua plena pele crua, crua, crua.
Logo vais à rua, rua, rua
Quase dando-te por nua, nua, nua.
Numa esquina escura, escura, escura
Sob a luz da lua, lua, lua.
Nula, nula, nula,
Quando serás tua, tua, tua?
Vez que é árdua a luta, luta, luta,
E te deixam muda, muda, muda.
Pobres mulheres puras, puras, puras
Que vivem amargura, amargura, amargura 
Quase em estado de loucura, loucura, loucura
Pela privação à cultura, cultura, cultura.
Respiram, e pagam a multa, multa, multa
Por serem chamadas de puta, puta, puta. 

Natália Monte

Developer

A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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