Ceticismo anunciado

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Já não sei se o amor existe,
Se nele creio;
Creio na dor que insiste, persiste
E preenche-me o seio.
Faz pouco, abri os olhos,
E vejo com nitidez: 
Dói - A frieza que me habita
É a dor maior, maldita 
Que os anos me deram.
É a vida tocando na vitrola...
Foi ela quem me deu as pistas
De que o amor é banal,
De que teu afago é esmola
No turbilhão de afeto em mim.
Vale profundo onde habitas,
E vez ou outra mandas sinal.
Eu respondo, e dói. 


*Poesia escrita a 29/01/2017 
Munique, Alemanha.

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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