Divino

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No fim do túnel, havia uma luz :
Era eu, que renascia.
Achei a solução depois das algemas,
Fiz-me livre, voei!
Voltei com os dois pés no chão
E um bálsamo intenso, brilhante
Pulsando dentro do peito: vida.
Larguei o chumbo, e as feridas
Já são hoje cicatriz.
Quase caio, mas não quis.
Escalei o poço, fui feliz.
Levo em minhas entranhas uma alegria 
Que se não for Deus, eu não sei mais.
Eu sou luz que irradia, alumia
E transborda.
Eu sou gratidão e riso.
Eu sou o vento que se espalha 
E sai beijando as peles, a vida...!
Sou o sorriso atrasado,
Que demorou, mas agora aquece.

Natália Monte

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A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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