Marinière

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Na estação de trem,
No calor infernal do verão,
Derramamos lágrimas em comum - 
A partida iminente cortava os ares
E os miocárdios.

Trocamos cartas, livros
E juras.
Não prometemos promessas
Que não poderíamos cumprir.

Me recusei a dizer adeus,
Pois seguir com tua ausência 
Me parecia anti-natural,
Inconcebível.

Deixaste o rastro da saudade,
E tua marinière segue cá sobre minha cama.
Eu a tomo nas mãos, fecho os olhos
E peço ao universo que chegues.

Tua camisa é a prova 
De que vivemos o que vivemos,
E que não foi ficção, filme,
Nem invenção. 


Natália Monte

Developer

A paixão pela escrita sempre foi característica de Natália Monte: alagoana de gênio forte, começou a escrever quando criança, e o envolvimento com as letras só aumentou com o passar dos anos. Escreve o que pensa, o que vê e o que sente. Descreve através desta página a maneira singular com a qual vê o mundo, sua proposta é justamente expor tal universo particular, ou melhor, seu "reino". E como em todo conto infantil os reis são a autoridade máxima, a autora brinca: " Um dia, fui rei!". Rei de suas ideias, aspirações, e do colorido único que só sua imaginação tem.

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